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Dia Mundial do Teatro Imprimir e-mail
Escrito por Antonio Jorge Brandão Pinho   
26-Mar-2006
O Dia Mundial do Teatro, pese embora não conheça qualquer festejo na freguesia de Rossas, é, sem dúvida alguma, o dia de muitas pessoas desta freguesia. O dia em que devemos recordar muitos dos nomes que ao longo dos anos têm feito do Teatro uma imagem de marca da freguesia de Rossas.
Mesmo correndo o risco de esquecer ou não lembrar um ou outro nome, lacuna maior seria não aproveitar o dia que hoje se assinala e referisse o nome de muitas das pessoas que fizeram as alegrias e conseguiram a admiração de muitas plateias. Contudo, fica a “porta aberta” a posteriores actualizações.
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O Teatro, na freguesia de Rossas, remonta à primeira metade do século passado. Por essa altura (anos 30), António de Almeida Brandão, da Costa (depois, de Eidim), foi o impulsionador de uma primeira vaga de actores que pisaram os palcos improvisados na casa de António de Pinho Brandão, no lugar do Paço.
A esse palco e, mais tarde, num outro improvisado na Casa da Barroca, subiram: Maria Celeste Brandão Garrido e seu marido Manuel de Pinho Brandão, do lugar da Portela, Joaquim de Pinho Brandão, do Paço; Joaquim de Almeida, do Vale; Manuel Vicente da Silva, dos Carreiros; António Santos (conhecido por “Pipocas”), do Boucinho; António Vicente (tio do Sr. Silva dos Carreiros) da Póvoa; entre outros.

Mais tarde (ano de 1947), e numa segunda vaga, agora motivada por Elísio de Almeida Azevedo Brandão, de Eidim (depois, das Senras), subiram ao palco, entre outros: Adriano Azevedo, então da Costa; José e Fernando Aguiar, da Costa; Manuel e José de Almeida Brandão, da Costa; António de Almeida Fernandes (conhecido por St.Aleixo), da Fonte; António Brandão, de Ribeiro Branco; Joaquim (“Chuim”), de Pé-da-Cruz, tocador de caixa e mais tarde, também actor; e Octávio de Pinho Brandão, do Paço.
Por esta altura, a apelidada “Escola Velha” era a sede do Teatro na freguesia de Rossas.
(Desta vaga, e apesar de já andar na casa dos oitenta, ainda este ano (2006), Manuel de Almeida Brandão, agora de Sequeiros, e que foi padre em “O Filho Pródigo”, subiu ao palco no papel de bispo, em “Médico à Força”).
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(falta aqui uma terceira vaga de actores!)
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Mais tarde, Manuel Vicente da Silva, dos Carreiros, e Joaquim de Pinho Brandão (mais conhecido por Sr. Brandão da Seca), do Paço, assumem a comando e ensaio dos actores. Posteriormente, e a este último, junta-se a Palmirinha, da Póvoa.
Com a Revolução de Abril, dar-se-á também a separação de duas facções que, até aqui, constituiam o então chamado Grupo de Teatro de Rossas. A possibilidade de criação de associações irá fazer com que a actividade teatral, doravante, passe a ser desenvolvida por "Unidos de Rossas" e "Recreativos de Rossas". Contudo, e com o passar dos anos, serão estes últimos os que melhor rentabilizarão aquele legado.
Em 1983, com o falecimento de Joaquim de Pinho Brandão, principal ensaiador do, já, Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, e com o inicio das obras na apelidada "Escola Velha" (hoje, Centro Cultural de Rossas), a actividade teatral vai iniciar um interregno de aproximadamente cinco anos.
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Volvido este período de inactividade, surge a quarta vaga de actores! Agora, sob o comando da Palmirinha da Póvoa, a que se juntou, mais tarde, Fernando de Almeida Antunes, de Sinja.
Pela mão da Palmirinha da Póvoa, e durante quase dez anos, vai subir ao palco uma nova geração de actores, dentre os quais se fizeram notar: Fernando de Almeida Antunes, de Sinja; Arménio da Costa Ferraz Pereira, do Vale; Fernando Pinho, da Portela; Fernando Vieira Brandão, do Souto; Maria Elvira de Pinho Tavares, de Sinja; Isabel Soares Brandão, do Paço; Mário Teixeira Soares, do Vale; Maria do Carmo de Pinho Tavares, de Sinja; Alexandre de Pinho Noites, da Cavada; José António Noites de Pinho, da Felgueira, entre outros.
Entretanto, já a geração seguinte pisava, igualmente, aqueles mesmos palcos. Rui Miguel Brandão, do Paço; Isabel Brandão, das Silveiras; Carlos Manuel de Sousa Almeida, do Paço; António Manuel Almeida, do Paço; Pedro Jorge de Pinho Tavares, de Sinja; Sara Alexandra de Almeida Soares, de Sinja; Célia Cristina de Pinho Tavares, de Sinja, entre outros, revelavam-se fiéis continuadores da tradição.
Nos primeiros anos desta quarta vaga, ainda as obras do futuro Centro Cultural de Rossas não se encontravam concluídas. Entretanto, o rés-do-chão da casa do Senhor Ferraz (sócio n.º1 do GCRR), no Vale, e o salão da Residência Paroquial, no Passal (depois de concluídas as obras de restauro), foram os locais que acolheram os palcos improvisados.
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Como disse supra, mais tarde, Fernando de Almeida Antunes, de Sinja, havia de se juntar à Palmirinha da Póvoa. Em pouco tempo, vai mostrar-se à altura de assumir o papel de ensaiador. É com ele que se vai dar uma quinta vaga de actores e emprestar um novo estilo a esta velha tradição.
Em 1996, Fernando de Almeida Antunes, com a colaboração da Professora Palmira Soares, vão levar para o palco: António Jorge Brandão de Pinho, da Quebrada; António Almeida, do Paço; António de Almeida Tavares, de Carvoeiro; Pedro Miguel Ferreira de Pinho, da Fontela; Carlos Manuel Tavares Barbosa, do Matinho, que se juntam a: Rui Miguel e José Mário Soares Brandão, do Paço; Nuno Silva, de Sub-Rêgo; Isabel Cristina Brandão Soares, das Silveiras; Carla Marisa Almeida, do Outeiro; Fernando Vieira Brandão, (agora, do Cabo); e Isabel Maria Soares Brandão (agora, de Sinja), entre outros, que por lá já andavam. Mais tarde, juntam-se ainda o Tó Zé, de Sinja, e a Ana Paula Soares, das Silveiras. Começava-se a desenhar uma sexta vaga.
"O Grande Hotel de Sarilhos" (1997) revelou-se um marco de viragem e evolução nas formas e métodos de levar os trabalhos para o palco. Cenário, guarda-roupa, som e luz, serão, doravante, elementos extremamente importantes na peças apresentadas pelos "Recreativos de Rossas".

posted by António Jorge @ 2:34 AM
 
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